quinta-feira, 15 de junho de 2017

CORA CORALINA


FAÇA ISSO E VIVERÁS

     Bem 

Esteja atento ao Bem que possa fazer e faça-o em todo lugar e a qualquer momento, visualizando o próximo. Melhore-se, entretanto, fiel a um Programa de Auto-Aprimoramento que não pode ser desconsiderado. 

O Espiritismo é qual educandário de bênção para todos, sendo, no entanto para o espírito a própria mensagem de vida, para todo instante, hoje, amanhã e sempre. 

Coloque os recursos da sua mente, das suas palavras e das suas mãos nas mãos do Trabalhador Infatigável e concluirá que o bem que você oferece aos outros é Bem que faz a você mesmo. 

Ofereça as mãos e doe suas possibilidades á beneficência e compreenderá que o mal não merece consideração, porque, fadados á luz e á verdade, sejam quais forem nossas limitações de hoje, o tempo e o trabalho em nome do amor de Deus nos conduzirão á felicidade verdadeira, onde morrem todas as aflições, praticando a Beneficência, que é também caridade.

Benfeitor é aquele que não se apercebe do bem que realiza. O homem de bem é sempre Bom. Favoreça o serviço alheio com a sua Bondade. O deserto árido abriga pequeninos animais que se nutrem com o ósculo da umidade da noite.

Aproveite, ainda hoje, a presença e a inspiração de seus Amigos Espirituais e esforce-se para acertar. Mesmo devotados, não se podem deter indefinidamente aguardando por você. E, quando esteja ao alcance de seu esforço,seja para com os Amigos de seu caminho essa mesma indulgência e bondade que são seus Amigos Espirituais em relação a você.

O caminho do êxito começa nas intenções. Todavia, a estrada a percorrer somente será vencida se você inicialmente buscar conhecer-se. Elevação é conquista adquirida nos degraus do sofrimento.

(Marco Prisco)


Fonte: Ditado pelo Espírito: Marco Prisco
Psicografia do Médium: Divaldo Pereira Franco
Centro Espírita Caminho da Redenção
Rua: Jayme Vieira Lima N. 1 – Pau da Lima – Salvador/BA. – 2. Edição
CEP: 41.235-000
Coordenador dos Textos: Sérgio Lourenço
Livraria Espírita Alvorada - Editora / 1998


FAÇA ISSO E VIVERÁS

Faça isso e Viverás


Bem- Aventurados 

Bem-Aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-Aventurados os mansos, porque possuirão a Terra.

Bem-Aventurados os que choram, porque serão consolados.

Bem-Aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos.

Bem-Aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-Aventurados os limpos de coração porque verão a Deus.

Bem-Aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-Aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça por que deles é o Reino dos Céus.

Bem-Aventurados sois vós, quando vós injuriarem e perseguirem e por minha causa,mentindo disserem todo o mal contra vós.

(Mateus 5:3-11)



Fonte: Ditado pelo Espírito: Marco Prisco

Psicografia do Médium: Divaldo Pereira Franco
Centro Espírita Caminho da Redenção
Rua: Jayme Vieira Lima N. 1 – Pau da Lima – Salvador/BA. – 2. Edição
CEP: 41.235-000
Coordenador dos Textos: Sérgio Lourenço 
Livraria Espírita Alvorada - Editora / 1998

MEDITAR EM DEUS

Relação entre Vida e Sabedoria 

Vimos que a sabedoria tem o poder de colocar em ordem as coisas desordenadas. Surgimento de novos inventos, obras da engenharia que consistem em extrair minérios, forjá-los, cortar as chapas de metal em tamanhos adequados e construir máquinas — tudo isso é ação da sabedoria. Quanto mais a Vida se desenvolve, mais ordenada ela se torna, intensificando a ação de dispor as coisas de acordo com ordens estabelecidas. Até mesmo numa folha de árvore constatamos a sabedoria da Vida. A árvore não absorve indiscriminadamente os nutrientes do solo nem dispõe de maneira desordenada os elementos absorvidos. Com a sabedoria inerente à Vida, ela dispõe em perfeita ordem os nutrientes que absorveu. A ordem é manifestação da sabedoria e também da Vida. Onde existe Vida, necessariamente se estabelece ordem. Desaparecimento da ordem significa interrupção da ação da Vida. Existem pessoas que confundem a desordem com a liberdade. Mas onde não há ordem não pode existir a verdadeira liberdade. A liberdade é inerente à Vida; e a Vida, usando livremente a sua força, estabelece ordem em tudo.

Nosso corpo mantém-se vivo porque todos os seus componentes funcionam de maneira ordenada. As células se dispõem em perfeita ordem, e os órgãos internos — o coração, o fígado, o estômago, os rins etc. —, em seus devidos lugares, desempenham cada qual a sua função. Se as células se multiplicarem desordenadamente, surgirá um câncer; se o coração deixar de bater regularmente, a pessoa terá problemas tais como arritmia e taquicardia, ficará com a saúde comprometida e poderá morrer. Podemos dizer que onde está manifestada a Vida existe ordem; ou, em outras palavras, se existe ordem, é porque a Vida está atuando.

Relação entre Liberdade e Ordem

Como podemos perceber, ordem é muito importante. Hoje em dia, dá-se muita ênfase ao termo “liberdade”, e existe a tendência de considerar como violação da liberdade e dos direitos humanos qualquer medida para estabelecer ordem. Mas, para que algo funcione, é preciso que haja ordem. A Vida é uma força que domina o caos material e estabelece ordem. Os alimentos, ao chegarem no estômago depois de serem mastigados, continuam sendo elementos materiais em estado caótico. É preciso que a Vida coloque em ordem os componentes nutritivos, para que eles constituam o corpo sadio. A ordem e a organização estabelecidas pela Vida liberam a força vital e propiciam liberdade ao ser humano, em vez de restringi-lo.

Todos desejam a liberdade, mas existem pessoas que têm uma idéia equivocada a respeito de “ser livre”. Quando ouvem falar em direitos fundamentais e liberdade do ser humano, pensam que ser livre é fazer o que quiser como bem entender e agem de modo arbitrário, desmazelado e desorganizado, e justamente por isso acabam perdendo a liberdade. Podemos comparar tais pessoas a motoristas que dirigem de maneira arbitrária, sem respeitar as leis de trânsito, e acabam provocando um grande congestionamento, no qual eles próprios ficam presos e não conseguem prosseguir nem um metro. Existem muitas pessoas que não compreendem algo tão óbvio. Esse tipo de pessoa acha que seria uma maravilha se tudo fosse livre, se não existisse regras para nada. Mas, que seria deste mundo se todos fossem livres para agir como bem entendessem? Suponhamos que os professores digam aos alunos: “Não precisam acordar cedo para vir à escola; podem dormir quanto quiserem”, “Aqueles que preferem brincar podem continuar no pátio. Se não quiserem entrar na sala de aula, não precisam entrar”, “Quem quiser conversar ou cantar na sala de aula pode fazê-lo à vontade” etc., etc. É claro que, nessa circunstância, seria impossível ministrar aula. Parece ótimo poder fazer o que quiser da maneira que bem entender. Mas, se todos agissem desse modo, o mundo seria caótico, pois as pessoas imporiam a própria vontade umas às outras, e não haveria a verdadeira liberdade. Onde reina o caos, não existe a verdadeira liberdade e, portanto, não se manifesta a energia vital. Todo organismo precisa ser regido pela sabedoria.

Suponhamos que alguém diga para o próprio coração: “Não precisa funcionar com tanta exatidão, batendo 72 vezes por minuto. Pode relaxar um pouco, batendo, às vezes, somente cinco vezes por minuto, ou até mesmo ficar parado durante um dia. Mas, se estiver com muita vontade de trabalhar, pode bater 150 vezes por minuto”. O que aconteceria, se o coração aceitar essa sugestão e deixar de bater com regularidade? A pessoa morreria e, com ela, o coração também. Então, o espírito dessa pessoa lamentará: “Eu lhe dei liberdade total, eliminando todo e qualquer controle, mas você acabou morrendo. Pela ausência total de controle, você acabou perdendo a liberdade, pois parou de funcionar definitivamente”.


Do livro:  Você é Dono de Potencialidade Infinita,


pp. 63-65 / 26/01/2009
Fonte: Seicho-no-ie do Brasil/ Meditar em Deus-fazer o bem leitura 

MOMENTO DE REFLEXÃO / MENSAGENS

Chegou Raio de Sol 


Como uma Brisa bem de mansinho 

Você Chegou!

Chegou, para trazer felicidade e iluminar uma Família.

Trazendo na sua Alma a sua missão.

Raio de Sol! 

Raio de Luz!

Brilha no Céu!

Serena Luz!

Envolvida, chegou às mãos do Senhor

Trazendo renovação.

És como um Raio de luz, a clarear os caminhos.

Encanta-nos com todo teu carinho

Você é uma criança, uma menina que vai crescer um dia.

É a promessa que vai se realizar.

É a Esperança, e a Inocência.

Um Presente do Céu!

Você trouxe Luz que ilumina todo o Universo.

Anjo de Paz!

Anjo de Luz!

Autora: Mensageira da Luz

31/10/2008 - Salvador/BA.





Esquece o Futuro. Ele não te Pertence. (Um dos mais Belos e 
Reflexivos Poemas de Montaigne) 


O escritor, filósofo e humanista francês, Michel Eyquem de Montaigne, disse que quando queria lidar com o medo da morte recorria a Sêneca. Não por acaso. Ninguém se deteve de forma tão profunda e brilhante sobre a maior das aflições humanas: o medo da morte. Sêneca, numa carta a um discípulo, escreveu uma frase célebre: “E por mais que te espantes aprender a viver não é mais que aprender a morrer”. No poema “Esquece o futuro”, Montaigne se vale desse medo da morte para vivenciar o presente com urgência, beleza e muita vontade. 

“Esquece o futuro… ele não te pertence! 

O presente te basta! 

Mas é preciso ser rápido, quando ele é mau presente 

E andar devagar quando se trata de saboreá-lo 

Expressões como: “passar o tempo” espelham bem a maneira 

de viver dessa prudente…. que imagina não haver coisa melhor 

pra fazer da vida. 

Deixam passar o presente, esquivam-se, ignoram o presente… 

Como se estar vivo fosse uma coisa desprezível… 

Porque a natureza nos deu a vida em condições tão favoráveis… 

que só mesmo por nossa culpa ela poderia se tornar pesada e inútil”. 


(Montaigne) 




PARA LER E PENSAR

MULHER DA VIDA

Minha irmã.

De todos os tempos.

De todos os povos.

De todas as latitudes.

Ela vem do fundo imemorial das idades

e carrega a carga pesada

dos mais torpes sinônimos,

apelidos e ápodos:

Mulher da zona,

Mulher da rua,


que davam sono.

Antiguidades...

Até os nomes, que não se percam:

D. Aninha com Seu Quinquim.

D. Milécia, sempre às voltas Mulher perdida,

Mulher à toa.

Mulher da vida,

Minha irmã.’

(Poemas de Goiás e Estórias Mais, p.201, 1996)

ANTIGUIDADES

Quando eu era menina

bem pequena,

em nossa casa,

certos dias da semana

se fazia um bolo,

assado na panela

com um testo de borralho em cima.

Era um bolo econômico,

como tudo, antigamente.

Pesado, grosso, pastoso.

(Por sinal que muito ruim.)

Eu era menina em crescimento.

Gulosa,

abria os olhos para aquele bolo

que me parecia tão bom

e tão gostoso.

A gente mandona lá de casa

cortava aquele bolo

com importância.

Com atenção. Seriamente.

Eu presente.

Com vontade de comer o bolo todo.

Era só olhos e boca e desejo

daquele bolo inteiro.

Minha irmã mais velha

governava. Regrava.

Me dava uma fatia,

tão fina, tão delgada...

E fatias iguais às outras manas.

E que ninguém pedisse mais !

E o bolo inteiro,

quase intangível,

se guardava bem guardado,

com cuidado,

num armário, alto, fechado,

impossível.

Era aquilo, uma coisa de respeito.

Não pra ser comido

assim, sem mais nem menos.

Destinava-se às visitas da noite,

certas ou imprevistas.

Detestadas da meninada.

Criança, no meu tempo de criança,

não valia mesmo nada.

A gente grande da casa

usava e abusava

de pretensos direitos

de educação.

Por dá-cá-aquela-palha,

ralhos e beliscão.

Palmatória e chineladas

não faltavam.

Quando não,

sentada no canto de castigo

fazendo trancinhas,

amarrando abrolhos.

"Tomando propósito".

Expressão muito corrente e pedagógica.

Aquela gente antiga,

passadiça, era assim:

severa, ralhadeira.

Não poupava as crianças.

Mas, as visitas...

- Valha-me Deus !...

As visitas...

Como eram queridas,

recebidas, estimadas,

conceituadas, agradadas !

Era gente superenjoada.

Solene, empertigada.

De velhas conversas

com receitas de bolo, assuntos

de licores e pudins.

D. Benedita com sua filha Lili.

D. Benedita - alta, magrinha.

Lili - baixota, gordinha.

Puxava de uma perna e fazia crochê.

E, diziam dela línguas viperinas:

"- Lili é a bengala de D. Benedita".

Mestre Quina, D. Luisalves,

Saninha de Bili, Sá Mônica.

Gente do Cônego, Padre Pio.

D. Joaquina Amâncio...

Dessa então me lembro bem.

Era amiga do peito de minha bisavó.

Aparecia em nossa casa

quando o relógio dos frades

tinha já marcado 9 horas

e a corneta do quartel, tocado silêncio.

E só se ia quando o galo cantava.

O pessoal da casa,

como era de bom-tom,

se revezava fazendo sala.

Rendidos de sono, davam o fora.

No fim, só ficava mesmo, firme,

minha bisavó.

D. Joaquina era uma velha

grossa, rombuda, aparatosa.

Esquisita.

Demorona.

Cega de um olho.

Gostava de flores e de vestido novo.

Tinha seu dinheiro de contado.

Grossas contas de ouro

no pescoço.

Anéis pelos dedos.

Bichas nas orelhas.

Pitava na palha.

Cheirava rapé.

E era de Paracatu.

O sobrinho que a acompanhava,

enquanto a tia conversava

contando "causos" infindáveis,

dormia estirado

no banco da varanda.

Eu fazia força de ficar acordada

esperando a descida certa

do bolo

encerrado no armário alto.

E quando este aparecia,

vencida pelo sono já dormia.

E sonhava com o imenso armário

cheio de grandes bolos

ao meu alcance.

De manhã cedo

quando acordava,

estremunhada,

com a boca amarga,

- ai de mim -

via com tristeza,

sobre a mesa:

xícaras sujas de café,

pontas queimadas de cigarro.

O prato vazio, onde esteve o bolo,

e um cheiro enjoado de rapé.

(Cora Coralina)

TEXTOS MOTIVACIONAIS

Acredite se Quiser


Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, tenho um bom trabalho, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado”

Alguns passantes o olhavam intrigado, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.

Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

– Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?

– Vamos lá. Só tenho a ganhar! – respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:

– Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”. As coisas iam de mal a pior quando, certa noite achou um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.” Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado”. E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter, ironicamente, questionou:

– O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida e o levaram ao sucesso?

Respondeu o homem, cheio de bom humor: – Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

Fonte: Textos Motivacionais
Site: sucesso. powerminas.com/texto-motivacional-projetos-da-vida/






Descobrindo a Própria Força


Rachel tinha apenas 16 anos quando, certa noite, recolheu-se ao leito, no dormitório da escola. Acordou, seis meses depois, numa cama de hospital, na cidade de Nova Iorque.
Ela sofreu um forte sangramento intestinal que a fez mergulhar num longo estado de coma.
Era o fim de sua vida como uma pessoa saudável e o início de uma vida como pessoa portadora de doença crônica.
Foi nessa época que Rachel se recorda de ter verdadeiramente conhecido sua mãe.
Até então ela era a profissional que passava longas horas trabalhando. Rachel a via quando chegava em casa, tarde da noite, para lhe dar banho, ler uma história, dar-lhe um beijo de boa noite.
As lembranças de sua mãe, até então, eram de uma figura passageira que tinha um perfume gostoso e tomava conta dela nos finais de semana.
Durante os seis meses de seu coma seus pais se tomaram de temores. Ela era a única filha de pais mais velhos e super-protetores.
O prognóstico médico era sombrio. Se saísse do coma, viveria como uma inválida, limitada por uma doença que os médicos não compreendiam, nem controlavam.
Teria que se submeter a uma série de cirurgias importantes. Não deveria viver além dos 40 anos. Sem chance de retornar aos estudos.
Mas Rachel desejava ser médica. Ali, deitada na cama, ouvindo seu pai lhe dizer tudo isso, ela ficou zangada.
Não importava o que diziam os médicos, ela iria voltar aos estudos, à faculdade. Queria ser médica. Nada a impediria.
“Ah”, disse o pai, “uma coisa a impedirá, sim. Não pagarei os seus estudos.”
Foi então que a mãe de Rachel, sem alteração na voz, afirmou: “Eu pago a faculdade.”
“E onde você vai arranjar o dinheiro?” – perguntou ele.
Ela continuou a falar, dirigindo-se à filha, como se não o tivesse ouvido: “tenho uma conta no banco há muitos anos. É toda sua, Rachel.”
Vinte e quatro horas depois, ela assinou um termo de responsabilidade e retirou a filha do hospital, contra a recomendação médica.
Tomou um pequeno avião e levou Rachel de volta à faculdade.
Nos seis meses seguintes levou a filha para as salas de aulas, muitas vezes empurrando a cadeira de rodas, porque ela não conseguia andar.
Então, quando percebeu que Rachel poderia cuidar de si mesma, a deixou, mas telefonava todos os dias para saber notícias.
Os dois anos seguintes foram de muitas lutas. Rachel não conseguia comer direito e tomava medicamentos fortes para controlar os sintomas.
Ela se sentia doente, tinha a aparência alterada e estava doze ou catorze quilos abaixo do seu peso normal.
Mas foi descobrindo uma força que desconhecia. Encontrou uma maneira de viver essa nova vida e seguir em frente.

Concluiu a faculdade e passou a clinicar.
Anos depois, conversando com sua mãe, lhe perguntou porque a deixara sozinha em momento tão difícil. Afinal, ela era a sua única filha.
Por que não ficou ao seu lado, protegendo-a e mimando-a? Ela não ficou com medo do que pudesse acontecer?
“Eu temia por você” – disse-lhe a mãe. “Mas temia ainda mais pelos seus sonhos. Se eles morressem, essa doença dominaria a sua vida. Há muitas formas de morrer, Rachel. A pior delas, é permitir que outras pessoas escolham o tipo de vida que você deve levar.
A pior morte é permitir que sejam sepultados os próprios sonhos.”

Amparar a vida, por vezes, é algo muito completo. Há momentos em que o melhor é oferecer a nossa força e a nossa proteção.
No entanto, acreditar numa pessoa num momento em que ela não consegue acreditar em si mesma, tem uma importância toda especial.
É a nossa crença nessa pessoa que vai se tornar o seu barco salva-vidas.

Site: sucesso. powerminas.com/texto-motivacional-projetos-da-vida/